Janeiro 22, 2020 getLISBON 0Comment

O Jardim Bordalo Pinheiro situa-se ao fundo do Campo Grande, e constitui um surpreendente mundo insólito e de fantasia que vai querer conhecer.

Integrado num palácio de veraneio do séc. XVIII, onde hoje tem lugar o núcleo-sede do Museu de Lisboa, encontramos este jardim murado que é mais que uma homenagem ao genial artista plástico.

O Jardim Bordalo Pinheiro nasceu da ideia de uma empresária, foi elaborado por uma artista plástica, salvou da falência uma empresa centenária, procurou relançar o então ainda Museu da Cidade e hoje está aberto gratuitamente a quem o queira visitar. 

Vamos contar-lhe tudo!

A Ideia de um Jardim Bordalo Pinheiro

Jardim Bordalo Pinheiro: pelo jardim estão espalhadas representações de animais de grandes dimensões
Pelo jardim estão espalhadas representações de animais de grandes dimensões

A ideia de criar este jardim fantástico deve-se a Catarina Portas, uma jornalista de Lisboa que por volta do ano 2000 realizou uma investigação sobre produtos portugueses antigos. 

Estes, de fabrico nacional com uma parte significativa de manufactura e mantendo as antigas embalagens, começavam a cair em desuso mas ainda estavam presentes na memória da maioria dos portugueses.

Aquele trabalho desencadeou a criação de uma marca de comercialização desses artigos. Nasceu assim A Vida Portuguesa um projecto que transformou Catarina Portas numa empresária de sucesso e que conta já com várias lojas em Lisboa e no Porto.

O conceito, que reúne uma dose saudável de saudosismo e de nostalgia, permitiu salvar centenas de postos de trabalho e da falência inúmeras empresas que então lutavam com sérias dificuldades.

Era o caso da Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro, de Caldas da Rainha, estabelecida em 1884, pelo artista Rafael Bordalo Pinheiro, onde entre telhas e tijolos eram também fabricadas as fantásticas louças artísticas da sua criação.

Com o grandioso projecto do Jardim Bordalo Pinheiro a fábrica encontrou uma oportunidade de viabilização, salvando todo um valioso espólio e património cultural.

A Realização do Jardim Bordalo Pinheiro

Vespa gigante sobre arbusto de buxo
Vespa gigante

A fim de requalificar e relançar o ainda Museu da Cidade e em simultâneo homenagear Bordalo Pinheiro, a Câmara Municipal de Lisboa pôs em prática esta ideia. Para tal convidou Joana Vasconcelos a realizar este ambicioso projecto.

A internacionalmente conceituada artista plástica portuguesa, então em ascensão, encontrou nesta instalação um desafio à sua medida. Já que, nas suas próprias palavras “ … A natureza do [seu] processo criativo (…) assenta na apropriação, descontextualização e subversão de objectos pré-existentes e realidades do quotidiano. Esculturas e instalações, reveladoras de um agudo sentido de escala e domínio da cor…”.

Um desafio à medida mas exigente que obrigou a um demorado processo de investigação não só da artista mas também dos ceramistas da fábrica, tanto no que respeita a métodos e técnicas utilizadas, como na recuperação de moldes e modelos que já não eram usados há muito.

A complexidade de realização destas extraordinárias peças foram um trabalho muito desafiante no final do séc. XIX, o mesmo aconteceu agora já no início do séc. XXI.

Assim renasceram peças que outrora animaram o Jardim da Estrela e que fizeram parte da decoração do Pavilhão Português na Exposição Universal de Paris de 1889.

Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, filho de Rafael, continuou o seu trabalho na mesma linha estética com novas peças da sua autoria. São dele os sapos que habitam a primeira fonte que encontramos à entrada do jardim.

Um Mundo Insólito e de Fantasia

Vista do Jardim Bordalo Pinheiro. Em dois lagos espaço para rãs, nenúfares, tartarugas, peixes, ostras, caranguejos, lagostas ou cavalos-marinhos também de grandes dimensões.
Vista do Jardim Bordalo Pinheiro

Inaugurado no dia 30 de Janeiro de 2010, o Jardim Bordalo Pinheiro conta entre outras belas árvores com um magnífico exemplar de uma Acácia-do-Japão e um sem número de bonitos pavões que enchem de cor e movimento este espaço.

Entre e sobre os arbustos de buxo recortados, pelos muros ou nas árvores encontramos cobras, sardões, macacos, gatos, andorinhas, vespas, caracóis e cogumelos gigantes… sem esquecer os originais azulejos.

Em dois lagos espaço para rãs, nenúfares, tartarugas, peixes, ostras, caranguejos, lagostas ou cavalos-marinhos também de grandes dimensões.

Um mundo que nos surpreende, diverte e remete para um universo de fantasia que nos lembra Alice no País das Maravilhas.

O imaginário de Bordalo está claramente presente nas peças, assim como o seu espírito na ironia, na provocação, na atitude.

A sua presença física também está patente em dois grandes medalhões à Della Robbia. Uma coroa de flores e frutos policromados envolvem o perfil branco do artista sobre fundo azul. 

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Destine um dia ao genial artista plástico, visitando o Museu Bordalo Pinheiro, o mais divertido museu de Lisboa e o Jardim Bordalo Pinheiro. Leve as crianças, faça fotografias criativas de interacção com as figuras dos animais presentes no jardim e vai ver que este acessível e simples programa se tornará num dia inesquecível.

O projecto getLISBON tem sido muito gratificante. Queremos continuar a revelar singularidades da apaixonante cidade de Lisboa.

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