Lisboa, Cidade das Sete Colinas

Como o nome getLISBON indica, é sobre a Cidade das Sete Colinas que vos queremos falar. Esta cidade cresceu, sofreu grandes transformações e adaptações ao longo do tempo. A sua fisionomia de há séculos, hoje, tomou novos traços e perspectivas, mas manteve sempre a magia de outrora.

Delineámos a nossa cidade em 11 zonas e descrevemo-las uma a uma, para que o nosso leitor tenha uma percepção das suas características e nos possa acompanhar em termos geográficos, ao longo do desenvolvimento deste projecto.

As zonas são as seguintes:

Apesar de a denominação Cidade das Sete Colinas ser vulgarmente utilizada, não podemos deixar de referir a origem desta mágica designação como forma inicial de vos apresentar Lisboa.

Hoje, a ideia das Sete Colinas pode não ser muito perceptível, à maioria das pessoas, dada a densidade de construções e a actual extensão da cidade. Apesar dos seus topos serem, normalmente, pontuados por igrejas e miradouros ainda são recorrentes algumas confusões.

Esta visão de uma “Cidade situada sobre sete montes muy altos…” aparece no séc. XVII, c. 1620, no Livro da Grandeza de Lisboa da autoria de Frey Nicolao d’Oliveira.

O autor descreveu estas elevações com precisão de Oriente para Ocidente, a saber:

1ª – Colina de São Vicente

 Colina de São Vicente

Em São Vicente, o Frey refere o mosteiro de Santa Clara que ruiu em 1755, e que se situava no actual Campo de Santa Clara. Hoje aqui, pode encontrar um jardim de onde se alcança uma vista magnífica sobre o rio Tejo e às 3ª feiras e sábados pode ainda visitar a imperdível Feira da Ladra.

Actualmente, a colina é encimada pelo monumental Mosteiro de São Vicente, que acolhe o Panteão Régio da 4ª dinastia e pelo Panteão Nacional do qual se destaca a célebre cúpula de Santa Engrácia.

2ª – Colina de Santo André

Colina de Santo André

A Colina de Santo André situava-se onde é, presentemente, o Bairro da Graça. Podemos considerar que esta tem dois cumes: um no Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen com a Igreja e Convento da Graça e, o outro, um pouco mais alto, no Miradouro da Nossa Senhora do Monte com a respectiva Capela.

3ª – Colina de São Jorge

Colina de São Jorge

São Jorge corresponde à colina onde se encontra o Castelo sendo referido como o monte mais alto, oferece, inevitavelmente, uma das vistas mais fabulosas de Lisboa.

4ª – Colina de Santana

Colina de Santana

A Colina de Santana, separada da Colina de Santo André (Graça) pelo então Vale da Ribeira de Arroios (hoje Av. Almirante Reis), era a colina dos mosteiros e das pastagens. Durante o séc XIX recebeu a denominação de Colina da Medicina.

5ª – Colina de São Roque

Colina de São Roque

São Roque fica em frente à colina de Santana e separada da mesma pelo Vale de Santo Antão, onde corria a ribeira de Vale Verde, actual Avenida da Liberdade. No cimo de São Roque, encontram-se o Miradouro e o Mosteiro de São Pedro de Alcântara.

6ª – Colina das Chagas

Colina das Chagas

A Colina das Chagas tem o seu cume na actual Rua das Chagas e deve o seu nome à igreja que ali ainda se encontra. Infelizmente, as actuais construções já não permitem grandes vistas. Esta colina é separada da de Santa Catarina por uma depressão provocada por um deslizamento de terras aquando do terramoto de 1597. Hoje esta depressão corresponde à zona da Bica, onde pode percorrer uma das ruas mais belas do mundo e experienciar uma das viagens de elevador mais icónicas da cidade.

7ª – Colina de Santa Catarina

Colina de Santa Catarina

Por último, Santa Catarina corresponde à colina mais ocidental da antiga cidade. Aqui encontra-se um grande miradouro sobre o Tejo e a escultura do mítico Adamastor, o gigante de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões. A sua área estende-se até à actual zona de Santos.

Satisfeita a curiosidade da origem da famosa designação Lisboa das Sete Colinas e identificação das mesmas, iremos desenvolver o nosso trabalho usando as modernas toponímias e alargando a nossa observação de curiosidades a zonas mais modernas da cidade.

Esteja atento aos nossos posts!