Fontanário-bebedouro em Santa Apolónia da Sociedade Protectora dos Animais

Os Fontanários-Bebedouro da Sociedade Protectora dos Animais

Para lhe falarmos sobre os fontanários-bebedouro da Sociedade Protectora dos Animais é necessário falar da personalidade que deu nome a uma das mais belas ruas de Lisboa.

Júlio de Andrade não foi só um ilustre membro da abastada burguesia lisboeta do final do séc. XIX. A sua acção destaca-se pelo seu papel enquanto membro fundador da Sociedade Protectora dos Animais em 1875.

Instituição que ainda hoje tem um papel fundamental na protecção e promoção de adopção de animais abandonados, assim como na oferta de cuidados veterinários a preços mais acessíveis aos seus sócios.

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Os Fontanários-Bebedouro

Em 1882 Júlio de Andrade teve a ideia de oferecer à cidade de Lisboa em nome da Sociedade Protectora dos Animais, fontanários-bebedouro para animais. Não será demais recordar que nessa época o transporte de pessoas e bens se fazia em carros ou carroças puxadas por cavalos, sendo que a necessidade destes equipamentos era evidente.

Num primeiro momento foram oferecidos três, importados de Paris, que se situavam no Largo do Corpo Santo, na Praça do Comércio e em Santa Apolónia.

Fontanário-bebedouro em Santa Apolónia
Fontanário-bebedouro em Santa Apolónia

Todos os fontanários-bebedouro apresentavam a mesma tipologia, uma coluna de ferro fundido com três bacias em forma de concha. A rematar uma moldura com um letreiro que apelava ao cuidado a ter com os animais e a referência à Sociedade Protectora dos Animais e ao benemérito Júlio de Andrade.

Em 1889 foram doados mais quatro fontanários-bebedouro idênticos, desta vez fabricados pela Empreza Industrial Portugueza, colocados na Rua de São Bento, no Largo da Igreja de São Roque, no Pátio do Regedor próximo do Rossio e no Arco do Cego.

Com o tempo foram instalados mais sete, completando o número total de catorze. Destes temos notícia de um no Largo da Anunciada, outro na Rua Gomes Freire, na Avenida António Augusto de Aguiar e por fim no Jardim do Príncipe Real.

Fontanário-bebedouro no Príncipe Real
Fontanário-bebedouro no Príncipe Real


Hoje restam apenas dois, o de Santa Apolónia, ligeiramente deslocado do seu local original e o do Jardim do Príncipe Real. Funcionam mas o seu estado de conservação não é o melhor.

Queremos acreditar que a autarquia não deixará que desapareçam estes curiosos e belos exemplares de equipamento urbano oitocentistas. Quem sabe até talvez pudesse repor algum que ainda sobreviva, abandonado num dos depósitos da Câmara Municipal.

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Lançamos a ideia e o apelo a que se valorize e não deixe morrer este interessante património da cidade de Lisboa, um pioneiro contributo pelo respeito pelos animais e o seu bem-estar.


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