Fevereiro 14, 2018 getLISBON 0Comment

Não, não é sobre o dia de São Valentim mundialmente comemorado que vamos falar. Aproveitamos este dia da celebração do amor para nos referirmos à romântica atitude de deixar cadeados do amor em gradeamentos de monumentos e as consequências dela resultantes.

Os cadeados do amor têm como base uma história de amor sérvia que remonta ao período da Primeira Guerra Mundial. Uma história de intensa paixão e de separação dramática que criou uma prática e superstição local ligada a cadeados e pontes.

Contudo, o principal responsável pela sua divulgação é apontado como sendo o escritor italiano Frederico Moccia. Nos seus livros fala de amores eternos ligados por cadeados a uma certa ponte em Roma.

A adaptação para filme divulgou a romântica atitude e rapidamente a prática dos casais de namorados deixarem cadeados com os seus nomes em gradeamentos perto de rios, para onde são deitadas as chaves, tornou-se viral. Esta moda só se popularizou no início deste século, mas em muito pouco tempo e com tal dimensão que já é proibida em várias cidades da Europa.

Não se trata de nenhuma política contra namorados supersticiosos mas a verdade é que as grades cedem ao peso, os cadeados enferrujam, os rios transbordam chaves e a curiosidade engraçada transforma-se em poluição visual.

Em Lisboa, no corredor superior do Elevador de Santa Justa, existem alguns cadeados ali deixados, não pela proximidade do rio, mas talvez por dali se avistarem belas vistas do centro histórico. É curioso e tem graça mas por favor não coloquem mais, não se vão perder as vistas e obrigar a intervenções e atitudes mais radicais.

Afinal, trata-se de património que deve ser respeitado para que nos continue a proporcionar deslumbramentos, assim como o amor, amor que deve permanecer livre se o quisermos verdadeiro e gratificante.

Feliz Dia dos Namorados!

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