Dezembro 2, 2020 getLISBON 0Comment
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Neste artigo sobre causas e manifestos em arte urbana de Lisboa juntámos alguns trabalhos de writers que assinalam importantes conceitos que dizem respeito a todos.

O século XXI é marcado pela globalização e pela revolução tecnológica e digital que representam um marco da evolução da humanidade. Apesar dos progressos, muitos problemas persistem enquanto outros emergem.

As lutas continuam a ter de ser travadas para se alcançar um mundo mais respeitador dos direitos, das diferenças, da natureza, do ambiente…

Nunca é demais sensibilizar e tentar consciencializar, principalmente, a camada mais jovem sobre as inúmeras questões existentes na sociedade em que vivemos.

A arte urbana tem um papel activo e impactante. 

Faça uma visita guiada e conheça as fabulosas obras de arte urbana no centro de Lisboa.

Causas e Manifestos em Arte Urbana

Vamos, então, conhecer as Causas e Manifestos em Arte Urbana que seleccionámos para si.

End FGM

Causas e Manifestos em Arte Urbana: Trata-se de um trabalho, de 2014, dos criadores Fidel Évora e Tamara Alves dedicado às mulheres, em especial às sobreviventes de mutilação genital feminina. Encontra-se no Largo do Intendente.
“End FGM” de Fidel Évora e Tamara Alves, Largo do Intendente

Encontra-se no Largo do Intendente um mural já bastante degradado mas que, mesmo assim, não queremos deixar de referir.

Trata-se de um trabalho, de 2014, dos criadores Fidel Évora e Tamara Alves dedicado às mulheres, em especial às sobreviventes de mutilação genital feminina.

Esta foi uma iniciativa da Associação para o Planeamento da Família que pretende alertar para esta violenta prática com raízes nas desigualdades de género.

Introspecção

Mural “Introspecção”, executado por Frederico Draw e Rodrigo Alma e pode ser vista na Rua Dona Estefânia.
“Introspecção” de Frederico Draw e Rodrigo Alma, Rua Dona Estefânia

Em 2015 a APAV – Associação de Apoio à Vítima, no âmbito da comemoração do seu 25º aniversário, promoveu a realização do mural “Introspecção”.

Introspecção esta que nos desperta para a existência de um lado mais sombrio da sociedade, onde acontecem todos os tipos de crimes e violências, provocando dor e sofrimento às vítimas.

Esta pintura foi executada por Frederico Draw e Rodrigo Alma e pode ser vista na Rua Dona Estefânia.

Todos – Caminhada de Culturas

O festival Todos – Caminhada de Culturas, promovido pela associação Academia de Produtores Culturais em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, tem como objectivo contribuir para a “destruição de guetos territoriais associados à imigração”.

Através de programas de artes performativas contemporâneas, incluindo artes urbanas, tem feito destacar a importância da multiculturalidade e da inclusão.São algumas das obras, como as de AkaCorleone, I’m from Lisboa, Violant e Tamara Alves, resultantes de várias edições deste festival, que lhe pretendemos mostrar.

“Entre a Palavra e o Silêncio” de AkaCorleone e I’m from Lisboa, Rua de São Bento

Entre a Palavra e o Silêncio: Este mural, localizado na Rua de São Bento, foi executado por AkaCorleone e por I’m from Lisboa, em 2013. Nele estão desenhadas palavras em línguas diferentes, remetendo-nos para a multiplicidade de culturas.

Entre a Palavra e o Silêncio: Este mural, localizado na Rua de São Bento, foi executado por AkaCorleone e por I’m from Lisboa, em 2013. Nele estão desenhadas palavras em línguas diferentes, remetendo-nos para a multiplicidade de culturas.

“Gaia” de Violant, Rua do Saco

Gaia: Em 2015, João Maurício aka Violant deixou na Rua do Saco, na Colina de Santana, a sua obra inspirada na deusa da mitologia grega. Desenhou a Mãe-Terra rodeada da vida vegetal e animal que dela brota, a natureza de onde originamos e à qual pertencemos.

Gaia: Em 2015, João Maurício aka Violant deixou na Rua do Saco, na Colina de Santana, a sua obra inspirada na deusa da mitologia grega. Desenhou a Mãe-Terra rodeada da vida vegetal e animal que dela brota, a natureza de onde originamos e à qual pertencemos.

“Escape Into Life” de Tamara Alves, Alameda de Santo António dos Capuchos

Escape Into Life: Tamara Alves é a autora do mural realizado, em 2016, na Colina de Santana, no âmbito da 8ª edição do festival Todos.
Nos corpos desenhados, sobre o muro exterior do Hospital de Santo António dos Capuchos, lemos vivências diversas que se cruzam nesta Lisboa diversificada.

Escape Into Life: Tamara Alves é a autora do mural realizado, em 2016, na Colina de Santana, no âmbito da 8ª edição do festival Todos.
Nos corpos desenhados, sobre o muro exterior do Hospital de Santo António dos Capuchos, lemos vivências diversas que se cruzam nesta Lisboa diversificada.

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Universal Personhood

Universal Personhood (Personalidade Universal) é um projecto de Fairey aka Obey Giant que visa promover a paz, igualdade e humanidade. Através de figuras femininas de cabelo coberto, o criador americano evoca a discriminação dos direitos das mulheres nos países árabes. Na sua opinião, a igualdade de personalidade das mulheres é uma questão que, na verdade, não é exclusiva destes países.
“Universal Personhood” de Shepard Fairey e Vhils, Rua da Senhora da Glória

Este trabalho de 2017 foi criado a quatro mãos pelos artistas Shepard Fairey e Vhils, onde intervieram respectivamente no lado esquerdo e no direito da empena do prédio que se encontra na Rua da Senhora da Glória nº39, no bairro da Graça.

Universal Personhood (Personalidade Universal) é um projecto de Fairey aka Obey Giant que visa promover a paz, igualdade e humanidade.

Através de figuras femininas de cabelo coberto, o criador americano evoca a discriminação dos direitos das mulheres nos países árabes. Na sua opinião, a igualdade de personalidade das mulheres é uma questão que, na verdade, não é exclusiva destes países.

Obey Giant pretende ainda transmitir a mensagem de que Todos merecem respeito e dignidade humana e que cada um possui a sua “Universal Personhood”.

150 Anos Abolição da Pena de Morte em Portugal

Esta obra do artista português Mário Belém fica no cruzamento da Calçada de Santa Apolónia com a Rua da Bica do Sapato. É composto por três partes: a data 1867, celebrada com vida e cor; o símbolo da morte e a inscrição “150 ANOS ABOLIÇÃO DA PENA DE MORTE EM PORTUGAL”.
“150 Anos Abolição da Pena de Morte em Portugal” de Mário Belém, Rua da Bica do Sapato

Esta obra do artista português Mário Belém fica no cruzamento da Calçada de Santa Apolónia com a Rua da Bica do Sapato, outrora lugar de execuções de penas capitais.

É composta por três partes: a data 1867, celebrada com vida e cor; o símbolo da morte e a inscrição “150 ANOS ABOLIÇÃO DA PENA DE MORTE EM PORTUGAL”.

Este mural foi realizado, em 2018, no âmbito da comemoração da atribuição da Marca do Património Europeu à Carta de Lei da Abolição da Pena de Morte de 1867. Uma distinção que destaca patrimónios que comemoram e simbolizam a integração europeia, os ideais e a história da União Europeia.

Trata-se de um acontecimento de enorme importância para todos, enquanto civilização, a consciencialização do respeito pelo direito à vida. Na época, Portugal teve uma posição dianteira no mundo, sendo um dos primeiros países a abolir a pena da morte; hoje este valor não pode de forma alguma ser ameaçado.

Mural do Compromisso

Mural do Compromisso: Numa área de 1000m2, Smile, em colaboração com a Fábrica Viúva Lamego, juntou graffiti e azulejos. Pintou animais, plantas, flores e uma menina a soprar uma dente-de-leão que simboliza o início da mudança, tendo em conta os objectivos climáticos.
“Mural do Compromisso” de Smile, Av. Calouste Gulbenkian

Lisboa assumiu o compromisso de sustentabilidade. Através de um conjunto de acções a Câmara Municipal de Lisboa e mais de 200 outras entidades, como: empresas, escolas, organizações, comprometeram-se em tornar a cidade das sete colinas mais verde e mais amiga do ambiente, honrando o Compromisso Lisboa Capital Verde 2020 – Ação Climática Lisboa 2030.

Para assinalar este acordo foi executado em Maio de 2020, na Av. Calouste Gulbenkian, entre a Praça de Espanha e o Aqueduto das Águas Livres, o Mural do Compromisso da autoria do criador português Ivo Santos aka Smile.

Numa área de 1000m2, Smile, em colaboração com a Fábrica Viúva Lamego, juntou graffiti e azulejos. Pintou animais, plantas, flores e uma menina a soprar uma dente-de-leão que simboliza o início da mudança, tendo em conta os objectivos climáticos.

No painel de azulejo que se encontra no meio do mural está inscrito o Compromisso Acção Climática Lisboa 2030 que consiste, essencialmente, na redução em 60% nas emissões de CO2 dentro de 10 anos e na neutralidade carbónica até 2050.

Mas este painel está incompleto, para que mais entidades possam firmar esse compromisso, juntando o seu logotipo aos dos parceiros que fizeram questão de estar na linha de frente.

Profissionais de Saúde

Esta referência a causas e manifestos em arte urbana diz respeito a um reconhecimento do esforço dos profissionais de saúde que neste ano de crise sanitária mundial, devido à Covid-19, combatem na linha da frente para proteger e salvar a população. O mural executado por três artistas, Edis One, Pariz One e Ôje foi promovido pelo grupo Lusíadas Saúde e encontra-se na Rua Abílio Mendes.
Mural dedicado aos profissionais de saúde de Edis One, Pariz One e Ôje, Rua Abílio Mendes

Esta última referência a causas e manifestos em arte urbana diz respeito a um reconhecimento do esforço dos profissionais de saúde que neste ano de crise sanitária mundial, devido à Covid-19, combatem na linha da frente para proteger e salvar a população.

O mural executado por três artistas, Edis One, Pariz One e Ôje foi promovido pelo grupo Lusíadas Saúde e encontra-se na Rua Abílio Mendes.

Este foi inaugurado em 18 de Junho de 2020, o centésimo dia após a Organização Mundial de Saúde ter decretado pandemia.

Apesar de a pintura se referir à situação actual, o elemento máscara não consta da composição. Segundo os autores pretendem que esta homenagem seja intemporal.


Esperamos que estes exemplos de causas e manifestos em arte urbana o tenha despertado para os desequilíbrios existentes, tanto a nível da sociedade portuguesa como a nível global, e que a todos cabe o dever de contribuir para minimizar os seus efeitos.

Leia também sobre as Personalidades Homenageadas em Arte Urbana de Lisboa.

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