Lisboa em Nós de Guilherme Pereira. Para nós é uma honra contar com o testemunho deste sociólogo, que tantas vezes temos acompanhado, e com quem aprendemos tanto, em visitas guiadas pelos lugares mais inusitados desta cidade.

Lisboa em Nós de Guilherme Pereira

Para nós é uma honra contar com o testemunho deste sociólogo, que tantas vezes temos acompanhado, e com quem aprendemos tanto, em visitas guiadas pelos lugares mais inusitados desta cidade. Em Lisboa em Nós de Guilherme Pereira transporta-nos, com conhecimento e com poesia, para a Lisboa de muitos tempos que se sobrepõem como “mil folhas”.

Lisboa é mais do que o meu local de nascimento e de vida: é a cidade que eu escolhi para “assentar” depois de ter vivido e trabalhado em 5 cidades europeias e africanas.

Porquê?

Aqui é que estão as minhas raízes, memórias, família, amigos. Nas outras eu era um estrangeiro, um forasteiro.

E desde há poucos anos, venho sentindo uma paixão crescente por esta cidade. Cresce esta paixão, quanto mais a descubro e conheço. A sua História, Geologia, Geografia, Urbanismo, o seu Património vivo e imaterial – as vivências dos seus habitantes, as suas festas, costumes, práticas, os seus comércios e oficinas, (ou o que deles resta), etc. etc. Único senão nesta cidade única: o elevado risco sísmico!   

Aprendi a gostar de Lisboa nos passeios de domingo com o meu pai, a ver a paisagem, localizar os edifícios e os pontos de interesse à distância. Depois fui descobrindo os seus cantos e lugares, compondo esse puzzle, havendo sempre novos lugares e ruas para descobrir, é inesgotável.

A seguir é integrar os diversos planos de conhecimento: os vales que deram origem a avenidas, os acontecimentos que se deram no mesmo lugar no desenrolar do Tempo. Por exemplo: o nó de Alcântara, a entrada para a ponte 25 Abril, era até ao séc. XVIII uma linda baía onde desaguava a ribeira; depois no séc. XIX teve uma ponte e hoje tem a ribeira encanada por debaixo.

Nesse local deu-se o primeiro recontro de Nuno Álvares Pereira contra os castelhanos e em 1580 o único combate contra a ocupação filipina, a “batalha de Alcântara”, e muito mais acontecimentos iríamos descobrir conforme o tempo e o tema. Depois foram aterros, fábricas, povo trabalhador, linha férrea, mercado, vias rodoviárias, hoje carros e mais carros… Conforme a época, uma dominante, uma função urbana para o mesmo lugar. A história dum lugar é como um “mil folhas”, é só escavar

Mais: Alcântara – “a ponte” em árabe, pois ali existiu uma desde o séc. II ou III. No séc. XX deu assento à primeira ponte a cruzar o Tejo em Lisboa! Os lugares (alguns) têm uma vocação? O que é o espiritu loci – o espírito do lugar –  dos Romanos?  Como o (pres)sentir? 

Mas a mais linda Lisboa está na sua origem, na época romana, do séc. I ao III, em que ela se pousava em anfiteatro na colina do Castelo, na Alfama, virada ao Tejo, tornejando para o esteiro, depois feito em aterro no que é hoje a Baixa, tinha as duas ribeiras – de Arroios (hoje Av. Almirante Reis) e a de Valverde (hoje Av. Liberdade) que banhavam o prado que era então o Rossio-Praça da Figueira-Praça Martim Moniz…

Um dia com a máquina do Tempo, poderemos viajar de volta a essa época primordial e sem dúvida, a mais linda de todas: a Olisipo Felicitas Augusta, a feliz e jovem urbe onde uns sortudos mercadores exportavam para Roma e para o resto do Império, das suas villa à beira-rio plantadas, que eram ao mesmo tempo moradia-armazém-escritório! «Que vida boa era a de Lisboa»!

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Lisboa em Nós de Guilherme Pereira
Mini apresentaçãoNascido em Lisboa em 1953, sociólogo, fez o levantamento das Lojas da Baixa e Chiado entre 2008 e 2012 para o GEO – Gabinete de Estudos Olisiponenses e desde então realiza itinerários sobre Lisboa pela Câmara Municipal de Lisboa.
Autor do Projecto As Lojas de Lisboa
Um local inspiradorA Capela de S. Jerónimo no Restelo
Uma visita imperdívelLisboa vista do Tejo, de barco, (ou no mínimo da Outra Banda)
Água na boca com…Uma noite de Junho, pelos Santos Populares em Alfama, a ver o luar a reflectir-se no Tejo, a sentir a gente feliz a passear, cantar, bailar.
Uma música…Lisboa Menina e Moça cantada por Carlos do Carmo
O barco vai de saída, álbum Por Este Rio Acima de Fausto

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